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quinta-feira, 11 de novembro de 2010




Oi? Eu que começo? Não sei bem como me comportar em uma situação dessas. É bem diferente do que eu esperava. Achei que seria mais fácil, levando em conta que nós sempre falamos dessas coisas com os amigos e no final, só resta dar boas risadas e deixar pra lá tudo que foi dito, né? Então, tá quente hoje, né? Vocês acham que amanhã vai chover? Eu não vou fazer prova final de semana, mas coitado do pessoal que vai. Tá ok, tudo bem, já entendi. Vou começar e parar de enrolar vocês assim. Oi, meu nome é Thais e eu tenho problemas com o desapego. Pronto, falei.

Não tem drama, teoria ou explicação. Demoro mais do que as outras pessoas para me desapegar ao celular que passei anos, daquela calça jeans que parecia se adequar a todos os meus passos e aos amores que eu juro que são os últimos que eu terei. Então, é isso. Eu me entrego facilmente a melancolia do "não ter" e depois de um tempo, é como se eu tivesse a maior dor do mundo dentro de mim. Eu sei, parece dramático demais e é, mas eu sou leonina. Não que isso seja uma grande desculpa. Eu sequer acredito tanto assim em astrologia, mas na hora que falta uma resposta na ponta da língua pra justificar os erros e a personalidade dificil de lidar, até de ascendente eu falo.

Minha falta de desapego é crônica. Não tem terapia e antidepressivo que dê jeito. Minha primeira paixão de colégio durou quatro anos, porque eu não olhava pros lados, como se namorasse sozinha. E não mudei muito. Basta o cara me dizer meia dúzia de palavras bonitas e descobrir meus pontos fracos, que eu já incluo fidelidade no pacote, como se fizesse parte da promoção o tempo todo e ele não tivesse percebido. É automático, não tem jeito. E quando tudo termina, eu fico assim, jogada pelos cantos, me achando a mulher mais boba de todas e querendo manter distância do sexo oposto. Sim, eu sei, eu mantenho distância e isso faz com que eu me apegue mais ainda ao falecido.

Me apego aos amores impossíveis e platônicos, aos meus celulares, a manter as unhas feitas toda semana, ao meu jeans preferido, a pensar na vida toda vez que pego ônibus, aos meus seriados, a educação em excesso, aos meus sentimentos que sempre são sinceros e até mesmo, em prendedores de cabelo. Não gosto muito de mudanças, mas acredito que são necessárias. Me envolvo de cabeça, corpo e alma em tudo que entro e tenho mania de contar toda a minha vida pra pessoas que eu mal conheço, esperando que elas tenham o mínimo de consideração e amizade por eu ter compartilhado meus segredos e sentimentos assim, sem hesitar. Eu sei, me desculpe, estou perdendo o foco. Mas isso é um apego também, né? Apego em compartilhar minhas felicidades esperando que o outro fique feliz também. Afinal, de que valeria a vida se não pudessemos nos apegar a pessoas que caminham ao nosso lado? É, eu sei que arrisco demais. Será que isso tem cura? Não sei não, heim. Será que é uma boa ideia? Eu posso pensar? Sei lá.. já passei tanto tempo convivendo com a ojeriza ao desapego que acho que me apeguei à ele.

5 comentários:

- JÉSSICA LOUREIRO; disse...

Confesso que também não consigo me desapegar a certas coisas, como principalmente ao meu jeans, que já está gasto a anos. Mas confesso que não consigo jogá-lo fora por nada. Não sou assim com amores, troco eles como troco de roupas, mas vou falar que esse último tem me surpreendido.
Então, parabéns por esse texto, deixou um pouco claro a sua personalidade, e é disso que eu gosto.
Beijos, beijos :* ♥

Stéffani Priscila Rocco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Hey.

Vc é incrível.

Ponto.

Amanda Guimarães disse...

rsrrs Que fofinho *--*
Amei tb!

Martins disse...

O posso dizer?