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sábado, 19 de junho de 2010




Hoje eu acordei cansada da fantasia. Quis dar um soco em todo o meu romantismo, com a esperança de ele revidar toda a dor com lágrimas. Eu tentei chorar, comer um chocolate, achar uma teoria e até pensei em me envolver com outras pessoas. E todas as vezes, me perguntei: Por que? Sejamos sinceros para não sermos idiotas! Do que adianta eu seguir minha vida, me encher de amores vazios e matar o tempo com drinks baratos? Ele é o melhor do mundo, mas não é meu. Sabe me fazer dar boas risadas e faz futuro com todos os detalhes que nos cercam. Todo pisciano é uma boa companhia. De perto ou de longe, ele vai te render bons momentos.

Ele tem tudo que uma mulher pode querer. É gentil, carinhoso, bagunça meu cabelo em um piscar de olhos, tem as mãos mais bonitas de todas e me enche de chocolates. Mas é nessa hora que me pergunto: Quando a exclusividade é importante? Enquanto eu quero deitar na cama dele em silêncio, sussurrar declarações no meio da noite, contar meus segredos, assumir meus medos e meias encardidas, e fazer questão de mostrar como todo o resto fica desinteressante quando ele não está perto, ele simplesmente sorri, diz que eu sou linda e que me ama. Eu sei, é o que toda mulher quer. Eu não reclamo do que ele me oferece. Reclamo do quanto, porque não é o suficiente.

Ele não me deu o primeiro abraço quando passei no vestibular, não esteve comigo na minha formatura, não conheceu minha família, não é louco por literatura, não sabe meu nome todo, não chega na hora certa e sequer sabe do medo enorme que tenho da vida. Mas me surpreende, me acorda com uma ligação só pra dizer o quanto é apaixonado por mim, me fez gostar de beijo longo, me faz sentir uma saudade que nunca senti antes, me faz cometer loucuras e deixa o perfume marcado na minha pele facilmente.

Existe egoísmo maior do que querer que uma pessoa seja só sua, quando você é de todos? Eu sei que o que você ofereceu foi o suficiente para me fazer uma pessoa mais feliz. Sempre coube exatamente no meu colo e nos meus braços. Mas na minha vida não. Você sempre pareceu um número maior e nem por isso, desisti. Já que nada dá certo na primeira tentativa, por que não investir? E você veio com cara de menino carente, me dizendo uma dúzia de coisas que me fizeram sorrir durante uma semana, me tratando como a melhor mulher do mundo e dizendo Te amo quando eu menos espero. E eu fiquei parada. Não sabia se corria pra você ou de você. Depois de carregar um coração cheio de marcas do passado, nunca soube exatamente quando conseguiria arriscar de novo. E eu surpreendi todo mundo. Te dei a mão, perdi a noção das horas, dos dias, do meu juízo. Seja esperto, não me perca. Eu não estou nas suas mãos e posso muito bem me virar sozinha. Eu desarrumo o tabuleiro, chuto as peças e ignoro a dança dos erros. Eu decido a hora que o jogo termina.

6 comentários:

Anônimo disse...

Incrivel como seus textos me libertam e permitam viajar num mundo maravilhoso, imagino que vc deve ser uma pessoa unica e doce, seus textos contemplam me nos dias vazios e solitarias que passo...

Camila Paier disse...

Se sou incrivelmente talentosa, imagine você..Eu sinto tudo isso o que tu sentes. E passei por uma pessoa parecida, quase igual. E me pergunto, a ler tanto sentimento e detalhismo: porque insistem eles em ser apenas só mais um, quando o que queremos é pra sempre? Tão complicado, que me dói mesmo.
Um beijo guria!

Amanda Guimarães disse...

Lindo!
Final PODEROSO.
Adorei esse negocio de acabar com o jogo na hora que você quiser hein. AHHAHAA
MULHER SEGURA.rsrsrs
Te amo.
Que orgulho desse texto.
TE AMO

Brunno Lopez disse...

Não sei se existe uma forma de apontar uma arma para a cara do romantismo.

Eu sei que ele nos escraviza, nos quer em partes mastigáveis e nunca lembra o nosso telefone quando precisamos.

Adorei demais o que escreveu aqui.
Estou seguindo.

Talvez leia algo parecido em meu blog.
Eu já jurei o amor de morte, hoje danço com ele. É o jogo que temos, não?

YASMIN LOPES disse...

puta texto. Amei Thaís !

Diego Herminio disse...

Uau!

Me surpreendi quando olhei além dos seus olhos.

Você tem talento com as palavras e seu texto me volta a lembrar uma música do Chico Buarque que se chama "Viver do amor".

Vou deixar um trecho e um link do youtube caso não conheça:

"Que o amor não é um vício
O amor é sacrifício
O amor é sacerdócio
Amar
É iluminar a dor
- como um missionário "

http://www.youtube.com/watch?v=fuV9FCoi1z0&feature=related

Saudações :)