
Entenda que sou e sempre serei de poucos amigos e muitos amores. Não, eu não me apaixono por qualquer declaração bem feita, tampouco por promessas fáceis. Eu só me apaixono pelo cara que não liga no dia seguinte, não se dá ao trabalho de me encher de promessas, e que não diz nada realmente fantástico, e mesmo assim, me encanta. Não me importo se você tem o carro da moda e braços malhados, sequer penso no que você pode me oferecer enquanto estiver do seu lado. E concluo, rapidamente, que se eu demorasse mais um pouquinho para nascer, além de romântica sonhadora, seria adepta a filosofia: Vou largar tudo e viver de amor.
Não sou para todos. Tenho um mundinho quieto e pouco habitado dentro de mim. Guardo detalhes, esqueço rancores. E se hoje ou amanhã, ele ou ela não valerem a pena, transformo tudo em indiferença. Mas se eu gostar de você, aproveita. Sou humilde o suficiente para reconhecer minhas qualidades. Gosto de compartilhar sonhos, medos, experiências e amores. Quero ter por perto, apenas pessoas que me conheçam por inteira e saibam lidar com toda a minha transparência. Não gosto que me toquem, é para poucos. Mas se eu permiti que você tocasse meu rosto e meu cabelo, com certeza, é porque você conseguiu tocar o meu coração antes. Aí você me toca, me toca muito, e espera mais uns minutos, até conseguir me convencer que já dependo de você.
Dificilmente você vai me ver fazendo drama. Sou sincera ao extremo, por isso, quando não gosto, não me dou ao trabalho de fazer charme. Sou frequentemente melancólica, porque me envolvo facilmente com pessoas, fatos e livros. Fantasio o ciúme com meu melhor sarcasmo, evitando brigas desnecessárias. Não suporto que tentem mandar em mim. Faço questão de que você respeite o meu espaço, mas sendo recíproco ou não, respeitarei o seu. Valorizo a educação, acima de tudo. Então, não espere mais do que sorrisos, agradecimentos e frases bem pensadas, quando me apresentar para sua família. Nada de palavrões ou assuntos constrangedores. Sou observadora. Gosto de descobrir detalhes seus que você sequer conhece. Não me confunda com essas meninas louca por calorias e dietas. Ao meu lado, você sempre terá uma companheira de vida e de garfo. Se eu for só sua e fizer questão de te dizer isso, pode me sufocar. Me encha de beijos, abraços e palavras. Mas se eu não for, mantenha a distância e respeite minha falta de paciência. Acredito em horóscopo, vida após a morte e homem fiel. Não tente mudar meus princípios, não me subestime e não seja repetitivo. Muita coisa me tira do sério e uma delas, pode ser você.
domingo, 16 de maio de 2010
Postado por Thais Luquez às 21:34 4 comentários
sábado, 8 de maio de 2010

Há certos momentos na vida que é preciso mais do que simples tristezas cotidianas para nos fazer abrir os olhos. Levamos uma mala de impulsos, desilusões e sonhos perdidos nas costas, esperando nada além do que uma mão amiga e um coração vazio para terminar com todo o eco que temos dentro do peito. Sem esquecer de que a vida não passa de um eterno retorno. Como se tivéssemos o dia pra ser feliz, mas quando o ponteiro marca meia noite, voltamos a ser tristes e solitários. Precisando sempre de novos motivos para abrir os olhos na manhã seguinte.
Enquanto perco meu tempo procurando a beleza na simplicidade, sempre chega alguém e leva o que não é meu, mas me pertence. E eu fico pensando se realmente vale a pena acreditar que ele vai perceber o quanto gosto dele, só por reparar em como eu não consigo parar de sorrir quando estou do seu lado. Fico me sentindo, cada vez mais, boba e sequer me arrependo. No final das contas, só vejo que não tenho nenhuma teoria formada sobre o amor. Logo sobre ele. Eu sempre me pego jurando de pés juntos que meu próximo romance vai ser diferente. É claro, eu vou me comportar, não vou correr atrás e vou fingir que já acordo linda e penteada, só pra ele não pensar que me preocupo (muito) se ele gosta ou não de mim. E vem cá, alguém consegue ser fiel a si mesmo 24h por dia?
Eu adoro amar alguém. Adoro dar um nome pro meu coração e justificar meu bom humor, mesmo que eu não tenha garantia de futuro. A partir do momento que alguém diz que gosta de mim, eu paro de andar cambaleando, arrumo minha postura e cuido mais de mim. Não me canso nem me descabelo. Eu vou mais vezes para a academia, estudo melhor, trabalho melhor. É algo totalmente involuntário, como se eu sempre fosse assim, mas nunca tivesse reparado. E ninguém entende nada.
Eu não me apaixono por cada par de olhos verdes que me intimidam, muito menos por braços musculosos que insistem em querer me envolver. Eu me apaixono pelo seu jeito desajeitado, pela sua mania de me encher de chocolates e beijos, por cada telefone bobo de boa noite ou até mesmo, por cada brincadeira sem sentido que insistimos em fazer. E você vem.. chega como um furacão, me enche de felicidade, me pede pra não sumir, me pede carinho, me pede pra te amar. E começa tudo de novo. Eu não fujo, não nego, não saboto. Pelo contrário, me entrego de corpo e alma. Deixo escorrer, vazar, transbordar. Deixo meu eterno retorno entrar pela porta da frente e estou sempre tentando convence-lo a ficar um pouco mais do que 24h.
Postado por Thais Luquez às 14:45 8 comentários
quarta-feira, 5 de maio de 2010

Eu saberia ser a garota dos seus sonhos se eu não tivesse um cabelo de fases, aparelho nos dentes e humor instável. Se não tivesse mania de andar de meias dentro de casa e estivesse presente em todos os momentos que a saudade apertasse. Se soubesse me comportar como uma verdadeira lady, enquanto sento desajeitada de vestido e meus pés fazem questão de doer quando uso salto alto por mais de cinco minutos. Se eu não fizesse questão de resolver todos os meus problemas sozinha, sempre escondendo o quanto sou dependente de você.
Eu gosto de calorias, pijamas, sábados tranquilos, jeans, bobagens ditas no pé da orelha e andar sem rumo. Como lidar com uma garota tão fora do padrão? E você vai confiante. Procura a mulher mais velha que gosta de salada, vestido e vida agitada. A mulher que nunca usou aparelho nos dentes e sequer se lembra a emoção de ouvir bobagens. Aquela que diz que passou dessa fase de amar loucamente e só pensa no futuro. A mulher que não lembra a última vez que usou um pijama grande e aconchegante. Está sempre presa em um daqueles pijamas de gente grande, que não deixa ninguém confortável, mas estar bem arrumada até mesmo na hora de dormir com um cara que quer despir sua alma e logo depois arrumar seus cabelos com os dedos, é necessário. E você observa que ela nunca esquece de tirar a maquiagem e sequer sabe dormir pronta para ser bagunçada por mãos, bocas e desejos.
Não, é claro, ela tem mil e uma qualidades, e sabe despertar o seu melhor, por isso, você ignora todo o resto, na esperança do tempo consertar o que você não compreende, muito menos aceita, para que seu coração não te traia mais. Ela sempre vai ser a mulher da sua vida. E eu? Eu vou ser apenas uma menina boba, sem nenhuma liberdade, mochila nas costas e all star nos pés. Vou ser um daqueles carmas agoniantes, que passe o tempo que for, vai te provocar uma mistura de sensações e lembranças em cada reencontro. Uma eterna ferida que você nunca tira a casquinha, com medo de doer novamente.
Eu não saberia ser ela nem por alguns minutos, mesmo que fosse apenas para te agradar. E eu vejo o medo nos seus olhos. Ela nunca vai se preocupar em dizer que te ama no meio da noite, e nem vai saber o quanto você é cheiroso e irresistível, porque a rotina trata de apagar os detalhes. Mas e aí? Você simplesmente se afasta da menina desajeitada, que não entende nada de economia e da vida, na esperança de tudo ser passageiro. Até mesmo a saudade.
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sábado, 1 de maio de 2010

Eu troco os pés pelas mãos e tento me comportar o tempo todo, torcendo pra que enquanto você cisma em olhar nos meus olhos, me surpreenda dizendo: "Vamos lá, Thais, tira esse salto e essa maquiagem. Descruza essas pernas e deita aqui no chão da cozinha comigo.". E você diz. Antes mesmo de dar tempo de rir de mim, por esperar você dizer esse tipo de coisa, e de dar tempo das minhas bochechas corarem e entregarem meus sentimentos.
Morro para que você reconheça minhas qualidades rapidamente. Sinto vontade de fazer um curriculum para que você saiba cada detalhe e ponto fraco, antes que meus defeitos entrem de penetra e te assustem, estragando tudo. E aí, vem você, com esse jeitinho de menino carente, fazendo questão de passar a mão no meu cabelo, me desarmando em um piscar de olhos. E me surpreende novamente! Dizendo que sequer percebeu meus defeitos, fazendo questão de exaltar cada qualidade minha. Me transformando na melhor mulher que você já conheceu.
Agora eu ando com figa e pimenta no cordão, faço simpatias e olho várias vezes antes de atravessar a rua. E o medo desse sonho todo acabar antes do meu feliz pra sempre? Sinceramente, eu queria te guardar em um potinho. Não me ache maluca nem psicopata, por favor. Poucas vezes na vida, fui tão bem tratada então, perdoe a minha falta de experiência. Eu só quero te guardar para que ninguém mais te conheça e se encante como eu me encantei. Ainda quero testar se seu charme consegue despir minha alma e tirar toda a minha imunidade, me deixando fraca e dependente.
Não estraga, por favor. Seja bom menino que no final, além do biscoito, te entrego minha vida e o meu amor. Te deixo conhecer meus medos, minhas dores e até mesmo, meu lado mulherzinha carente. Te apresento a fidelidade, a confiança e a loucura. Faço com que você seja o melhor homem do mundo e desperto sensações, gostos e desejos que você jamais descobriu. Mas não deixe que a rotina acomode. Não se contente com apenas o essencial que te ofereço inicialmente. Me reconheça no escuro, abuse dos pronomes possessivos, faça questão da minha presença. Me enlouqueça, me faça cair de amores, me faz querer ser sua. Me surpreenda.
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sábado, 24 de abril de 2010

Como é que sabemos quando um amor vira obsessão? Minha cabeça dá um nó e eu já não consigo mais pensar em nenhuma teoria para explicar como meu caso deve ser mais sério do que parece para as pessoas. E eu tenho medo. Medo do amor e da dor serem eternas. Medo de tudo isso me consumir tanto, mas tanto, que para eu conseguir abrir os olhos todos os dias, seja necessário me envolver com gente sem alma e nenhuma estrutura para me ter além de alguns instantes. E olha que curioso. Enquanto todos tem medo da morte, eu não tenho. Eu tenho medo do amor. Medo do sentimento que matou os poetas e mesmo assim, foi considerado nobre e puro.
Vejo que é exatamente como uma frase que li por aí. Eu me fantasio de puta, só pra você não ter medo de todas as coisas lindas que eu não canso de guardar pra você. Torcendo pra amanhã te dar uma vontade danada de jogar tudo pro alto e me procurar. E não precisa dizer nada não. Eu leio os seus olhos e tomo sua boca como consequência. Não tente se explicar, sequer tente dizer algo. Deixa eu fingir surpresa e nenhuma saudade. Mas se isso durar mais do que alguns segundos, me abrace o mais forte que puder. Você sabe como me desarmar até a alma e me encher de medos antigos. Medos que sequer lembro que tenho, quando você está perto de mim.
A água do chuveiro queima a minha pele e eu volto para a minha vida nada americana e tumultuada por pessoas desinteressantes. Hoje doeu mais do que ontem, mais do que mês passado. E aí, eu vejo que de nada adianta ficar corroendo todos os órgãos do meu corpo com qualquer ácido barato, se a pergunta certa não é até quando dura um amor. Então eu me pergunto: Até quando dura uma dor? Com a esperança de encontrar qualquer teoria boba e sem nexo, só para me servir de apoio, para que eu, finalmente, consiga mudar o disco e a minha vida.
Postado por Thais Luquez às 22:46 2 comentários
domingo, 18 de abril de 2010

Esteja certo de que sei ser amável e educada. Cruzo minhas pernas em câmera lenta, como se estivesse em algum filme banal e americano, em que a mocinha esbanja sensualidade sem perceber, e mantenho um sorriso impecável, digno de te prender por quanto tempo eu achar necessário. Treino caras, bocas e toques no espelho, como se fosse alguma espécie de fórmula para te cativar. Gasto horas escolhendo o vestido mais bonito, que não pareça tão especial assim, para que você não perceba. E eu tenho tudo para te impressionar e fazer com que você me ache a mulher mais sensível, controlada e perfeita do mundo. Dessas que cabem direitinho na sua vida e você sequer vai conseguir encontrar um defeito para reclamar entre um chopp e outro com seus amigos. Definitivamente, eu sei ser incrível. Mas o que é que vem depois?
Não me confunda com essas meninas bobas que tem medo de viver, muito menos, com essas que conseguem tirar a roupa no primeiro encontro. Saiba que não suporto meio-termo, intensidade é obrigatório. O morno me cansa, me consome inteira por dentro. Aceite meu lado mulherzinha que chora com a novela das 20h, mas ri alto com filmes de terror. Respeite o meu silêncio, que é mais produtivo que meu estado de euforia. Tente entender que vivo em um eterno carnaval de emoções inexplicáveis. Entenda que minha lealdade e fidelidade não significam que estou em suas mãos! É apenas um princípio que não descarto por ainda acreditar no ser humano. Não duvide das minhas promessas, dos meus sonhos infantis e do meu amor. Confie na minha transparência. Sou eternamente explícita. Se não gosto, não faço charme. Doa a quem doer, minha sinceridade e bem-estar são colocados em primeiro lugar, não nego.
Seja você mesmo. Me mostra que o céu pode ser azul quando temos o lápis de cor certo. Deixa eu te ver acordando e me faça assumir que te acho lindo de todas as formas. Me conta seus segredos, esconda seus pontos fracos. Deixa eu te observar em silêncio e analisar todas as suas expressões. Eu posso descobrir sua vida, seus medos. Me encha de elogios sem importância. Desses que você diz para todas as outras, mas eu me engano, e me sinto única. Me conquiste todos os dias. Me apresente mãos, bocas e sensações até então desconhecidas. Faça com que eu não tenha olhos pra mais ninguém. Supra todas as minhas necessidades, fazendo com que eu me torne dependente de você . Suma no dia seguinte e me deixe louca. Domine meus pensamentos e minhas pernas. Entre na minha vida sem pedir licença. Desorganize meus sentimentos, assuma meus medos e dê um motivo para que eu acorde sorrindo todos os dias. Cuide do meu coração e da minha vida vazia. Seja meu, porque eu já sou sua.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010

Depois de tanto perturbar o juízo dos meus amigos, com meus problemas inventados ou descobertos, decidi que é melhor guardar só pra mim, toda a tristeza inconstante e aleatória que vive me perseguindo. Mesmo morrendo de medo de que isso possa se tornar uma depressão ou uma rotina entediante, sigo em frente. Não luto contra nenhuma dor que tente me atingir. Gosto de me contorcer na cama, enquanto choro sem, ao menos, saber o motivo. Não, eu não sou masoquista. Eu não gosto de sofrer e por incrível que pareça, valorizo muito mais os dias felizes (e raros) que tenho.
Penso em terapia, horóscopo, espiritismo, magia negra ou qualquer outra bobagem que possa se transformar em alguma teoria sem sentido, só pra que eu consiga viver melhor e ter na ponta da língua, explicações para as pessoas. Mas aí, paro e penso: Porque eu tenho que me explicar para alguém? Sim, dói. E eu choro e grito e bato o pé. Não me arrependo de agir como uma criança mimada em momento algum. E é isso me assusta. Enquanto todo o resto consegue fingir ser feliz em 365 dias do ano, eu admito, sem pensar duas vezes, que sou infeliz em, pelo menos, metade deles. Não, que não quero chamar atenção, muito menos, quero um monte de gente se preocupando comigo e querendo saber o tempo todo se estou me cuidando. Eu só quero ficar sozinha.
Com o passar do tempo, sem querer, descubro que a solidão é minha grande companheira. Eu gosto do silêncio e da ausência, simplesmente, porque sei me virar melhor assim. Levanto, tropeço nos meus próprios pés, mas logo depois, percebo que sei todos os passos da dança. E eu nem precisei ensaiar. Sem pensar muito, concluo que isso deve ser instinto de sobrevivência e não consigo achar a parte ruim de ser fechada e sozinha. Afinal, quem não acordou, uma vez na vida, dividido em que personalidade assumir, que atire a primeira pedra! Mas junto dela, me mandem a receita da felicidade.
Postado por Thais Luquez às 22:56 9 comentários
